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Março 2009
PING PONG
Geraldo Sardinha Almeida
Consultor em marketing e desenvolvimento sustentável; professor do Departamento de Administração da UnB; doutor em Desenvolvimento Sustentável pela UnB; mestre em Administração/Estratégia Empresarial e Marketing pela UnB; mestre em Ciências Estatísticas pela UFRJ; pós-graduado em Marketing pela California State University, USA; foi consultor do PNUD e diretor de Projetos da Fundação de Estudos e Pesquisas em Administração da UnB.
Co-autor do livro Gestão da Comunicação e Responsabilidade Socioambiental, Geraldo Sardinha fala do fator mudança, que promove deslocamentos contínuos do poder dos governos para as grandes corporações.
A adaptação da empresa
Uma nova consciência aflora nos mercados atendidos pelas empresas. Os consumidores estão inquietos e muito sensíveis às questões sociais e ambientais, exigindo das empresas mais do que promoções ou novos modelos de produtos. Essa nova consciência, que se forma entre os indivíduos, enquanto cidadãos e consumidores, aliada ao poder crescente que experimentam os stakeholders, tem colocado as empresas e seus executivos frente a novos conceitos relativos à forma como gerenciam e conduzem suas atividades.
O que cobram os stakeholders
O ponto comum tem como pano de fundo questões essenciais que tocam o âmago da teoria organizacional: em função de quais interesses as organizações são geridas? A quem e para que realmente interessam (ou devem interessar) as organizações? Os sistemas de gestão organizacional contemporâneos tendem a fazer prevalecer quais interesses em detrimento de quais outros? Quais interesses deveriam prevalecer ou ao menos não serem ignorados?
O Modelo de Gestão
O exercício da gestão exige hoje uma visão holística e interdisciplinar; uma orientação multicêntrica, que entende o centro das preocupações da empresa englobando os diversos atores ou grupos de atores, que com ela interagem. A adoção dessa nova orientação parece ser a mais adequada a um mundo pautado pelas questões relativas à sustentabilidade global. No tocante ao modelo de gestão, tal orientação tem como principal filosofia o que tem sido denominado como responsabilidade socioambiental, ou ainda, responsabilidade social empresarial.
O Papel do Gestor
Para construir de forma bem sucedida um posicionamento estratégico é necessário, antes de tudo, compreender a essência da responsabilidade empresarial. Toda empresa ou, no sentido mais amplo, toda organização humana, atua como um organismo em permanente interação com o seu ambiente. Essas interações provocam externalidades que afetam seus stakeholders. Assim, as responsabilidades das organizações devem se estender além dos aspectos legais e econômicos, contemplando também as dimensões social e ambiental. Livro: Gestão da Comunicação e Responsabilidade Socioambiental - Diferencial de imagem e prática do bem como caminhos convergentes. Organização: Joana Bicalho e Gilson Borda. Autores: André Ramos; Cláudio Andrade; Edmundo Brandão; Geraldo Sardinha; Gilson Borda; Hélio Silva; Joana d’Arc Bicalho Félix e Ladislau Dowbor. Lançamento 1ºsem2009. Informações joanabicalho@empresaresponsavel.com
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