Empresa e Meio Ambiente

O impacto do desenvolvimento econômico sobre o meio ambiente.

30/04/2013

Os efeitos negativos da ação do ser humano sobre o meio ambiente são graves e exigem não apenas reparo dos danos, mas mudança de hábitos e atitudes.

 

O modelo de desenvolvimento que vivenciamos estimula o consumo inconsciente especialmente nas classes sociais de maior poder aquisitivo gerando imensas pressões sobre o meio ambiente. E esse consumismo insaciável de satisfação imediatista é a principal causa da degradação ambiental.

A desejada mudança nos padrões atuais de consumo está a exigir novas estratégias em várias frentes de atuação do gestor ambiental, inclusive na área de comunicação e marketing, pois se sabe que a mídia vai ao encontro da ilusão de auto-realização pelo consumo. Aos poucos, a mídia vem crescendo espaço em suas linhas editoriais a favor de relatos de danos ambientais empresariais ao meio ambiente e os consumidores. Com tantos produtos semelhantes ofertados, começam a cobrar valores éticos empresarias na escolha das marcas a consumir.

 

A retirada desgovernada de insumos da natureza sem considerar a capacidade de reposição e o descarte de restos indesejados - processos marcados pelo desperdício - pressionam os ecossistemas, de maneira tal, que trazem à reflexão a responsabilidade social e ambiental que as mesmas devem ter como compensação ao acúmulo de riquezas e ao poder que exercem.

A mudança de enfoque que atrai questões ambientais à gestão empresarial demonstra efetiva preocupação do empresariado não apenas em ganhos com a divulgação, mas também com a manutenção da imagem de responsabilidade social exigida cada dia mais pelos consumidores, como enfatiza a Pesquisa CNI - A Gestão Ambiental na Indústria Brasileira 1998: ”A Gestão Ambiental tornou-se uma importante ferramenta de modernização e competitividade para as indústrias brasileiras.” A mesma pesquisa demonstra que 85% das empresas adotam algum procedimento associado aos aspectos ambientais, e que 52% apontaram um dos três motivos para tal: Atender o consumidor com preocupações ambientais; Atender a reivindicações da comunidade ou Melhorar a imagem perante a sociedade.

Empreendedorismo sustentável e gestão de pessoas (por Deise Engelmann)

30/04/2013

Pós-graduada em Psicologia do Trabalho pela UFPR e graduada em Administração de Empresas também pela UFPR possui mais de 15 anos de experiência em Gestão de Pessoas em projetos no Brasil, Estados Unidos, Itália, Eslováquia e China. Proprietária da Sincrony – Consultoria em Gestão de Pessoas. deise@sincrony.com.br

O empreendedorismo sustentável tem como base a relação ganha-ganha, em que as partes envolvidas na negociação entendem que não adianta tentar tirar proveito da outra no curto prazo, pois essa é uma relação que não se sustentará em médio e longo prazos.



O que é empreendedorismo sustentável?

Empreendedorismo sustentável é toda atividade empreendedora que leva em consideração a sustentabilidade no médio e longo prazo. A necessidade de ampliação de consciência em relação à sustentabilidade do planeta tem levado empreendedores a refletir sobre a forma de realizar negócios e não apenas sobre a lucratividade, a qualquer custo.

As empresas mais avançadas já adotam medidas de sustentabilidade na Gestão de Pessoas, promovendo relações ganha-ganha com seus colaboradores, pois entendem que esse é um aspecto-chave para o sucesso.



Qual é o avanço desta prática em outros países?

Percebo que em todas as partes do mundo, temos muito que avançar em empreendedorismo sustentável. Alguns países estão mais adiantados nessa prática quando pensamos nos Estados Unidos e na Europa, enquanto podemos perceber condições de trabalho ainda bastante desafiadoras na Ásia, por exemplo.



 

E no Brasil?

No Brasil, existe um movimento crescente de empreendedorismo. Outra notícia positiva é que os novos empreendedores têm buscado formação e capacitação para gerenciar seu negócio, o que tem contribuído na redução do fechamento de empresas nos primeiros anos de atividade. No entanto, existe muito espaço ainda para a conscientização sobre a forma de realizar negócios, valores sustentáveis e relações ganha-ganha.


Na sua visão, a Responsabilidade Social tem sido mais utilizada como instrumento de marketing, ou de gestão?

Não podemos colocar todas as organizações que praticam a Responsabilidade Social em uma mesma classificação. Percebo no mercado que existem empresas que praticam a responsabilidade social como uma ação genuína de contribuir com o desenvolvimento da sociedade. Estas empresas percebem-se parte de um sistema, que somos todos interdependentes, ou seja, influenciamos e somos influenciados pelo ambiente que nos cerca.


O que é Simplicidade Voluntária?

O conceito de Simplicidade Voluntária foi descrito no livro de Duane Elgin, que tem esse mesmo nome. A simplicidade voluntária se caracteriza pelo movimento consciente de comprar e utilizar os recursos necessários para levar uma vida com qualidade através da redução dos excessos que acabam tornando a vida, desnecessariamente, muito mais complexa. Segundo esse mesmo autor, a simplicidade é diferente da pobreza. A pobreza é involuntária e debilitante enquanto a simplicidade voluntária é a ampliação de consciência que nos leva a trocar o que é supérfluo por uma vida muito mais significativa, através da simplificação e eliminação do desnecessário.


Qual é a chave de sucesso na conexão com pessoas?

É necessário manter a relação ganha-ganha, em que valores sustentáveis estejam presentes e sejam praticados no dia-a-dia. A ética, que significa promover o bem comum, é fundamental - não apenas em relação ao relacionamento com aquela pessoa em específico, mas no comportamento observado por todos os envolvidos. Falta de confiança em líderes impedem o trabalho em equipe e a inovação em qualquer lugar do mundo.

 

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ENTREVISTAS

 

Empreendedorismo Sustentável e Gestão de Pessoas, por Deise C. Engelmann

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